segunda-feira, 12 de março de 2012

MORTE E RESSURREIÇÃO ESPIRITUAL DE JESUS CRISTO - PARTE 2


...CONTINUAÇÃO.....

 

 

Aí está uma figura completa sobre todo o sacrifício de nosso Salvador, (Lv. 16), cuja explicação assim procedemos:

 

 

 

1 - O Primeiro bode:  


Entendemos que esse animal representa o homem Jesus Cristo e foi oferecido como sacrifício pelos nossos pecados.

 

“Pelo que, entrando no mundo, diz: Sacrifício e oferta não quiseste, mas um corpo me preparaste; Heb. 10.5

É nessa vontade dele que temos sido santificados pela oferta do corpo de Jesus Cristo, feita uma vez para sempre. Hebreus 10.10

e mais: Lev. 16-15 - I João 2.2 e 4.10 e Rm. 3.25, Lc 22.19, Ef. 5.2

 

De fato, somente o homem Jesus Cristo, que jamais conheceu o pecado, poderia oferecer em um único ato uma oferta agradável ao Todo Poderoso e resolver de vez a situação de todos os pecadores em todos os tempos.

O homem Jesus Cristo se resumia a seu corpo físico.

Esse corpo foi preparado pelo Criador, como nos ensina o versículo de Hebreus 10.5, para que nele habitasse o Seu Filho amado o Deus Jesus Cristo  Lucas 1.32 e 35.

Referido corpo teria de ser conduzido desde o nascimento até a cruz do calvário absolutamente imaculado, sem cometer qualquer tipo de pecado, pois somente dessa forma poderia agradar ao Todo Poderoso e assim ser aceito por Deus como oferta em sacrifício pelas iniqüidades de todos os seres humanos.

 

Note-se que o sacrifício em si somente, não resolveria a situação do pecador que continuaria a conviver com o mal. Esse mal precisaria então ser retirado e conduzido para longe e sofrer o justo castigo.

 Após a oferta sacrificial do homem Jesus Cristo, um trabalho infinitamente mais penoso ainda teria de ser realizado.

O pecado tinha de ser retirado e conduzido ao inferno que é o lugar certo para o seu justo destino e essa dolorosa tarefa somente podia ser realizada pelo Deus Jesus Cristo, como mais adiante veremos.

Como já dissemos o primeiro bode representa o homem Jesus Cristo, e foi oferecido a Deus como oferta pelos pecados do povo.

Cabe destacar que Deus nos apresenta duas figuras completas, ensinando-nos com clareza, de que maneira ocorreria o sacrifício de seu Filho amado. São elas:

 

1 -    O Cordeiro da páscoa mencionado no livro de Êxodo cap. 12 referido anteriormente;

 

2 -    Os dois bodes citados no livro de Levítico cap. 16 que ora apresentamos.

 

A propósito, o número 2 (dois) representa o número da verdade e da confirmação.

O número 3 (três) nos fala da manifestação do Senhor.

Por duas vezes o Criador nos falou através de figuras usando animais, ensinando-nos como seria o sacrifício de seu próprio filho.

 

No terceiro ato sacrificial ocorreria a manifestação do Criador e  envolveria então o próprio Senhor, o Cordeiro de Deus.

 

Assim o Senhor Jesus foi crucificado e seu corpo oferecido a Deus em sacrifício por nossos pecados e o Pai o recebeu e se agradou da valorosa oferta (Hebreus 10.10), razão porque esse corpo físico nunca mais foi visto.

Ao ser ressuscitado de entre os mortos Deus providenciou um corpo glorioso para o Seu amado filho.

Note-se que o corpo físico do Senhor nada tem a ver com o corpo glorioso que recebeu, ao ressuscitar (I Coríntios 15.44).

O Corpo físico do Senhor Jesus, santo, puro e imaculado, Deus para Si o tomou, recebendo-o como oferta pelos pecados da humanidade (Hebreus 10.10).

O capítulo 15 de I Coríntios nos define com absoluta clareza o episódio da ressurreição de Jesus. O povo de Deus precisa se inteirar profundamente sobre esse precioso ensino sagrado.

 

A seguir, relacionamos alguns versículos do citado capítulo e outros textos sagrados esclarecendo essa questão:

 

“Mas na realidade Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, sendo ele as primícias dos que dormem”. I Coríntios 15.20

 

Mas a nossa pátria está nos céus, donde também aguardamos um Salvador, o Senhor Jesus Cristo,

que transformará o corpo da nossa humilhação, para ser conforme o Seu corpo glorioso, segundo o seu eficaz poder de até sujeitar a si todas as coisas. Filipenses 3.20,21

 

“Assim também é a ressurreição, é ressuscitado em incorrupção”.

Semeia-se em ignomínia, é ressuscitado em glória. Semeia-se em fraqueza, é ressuscitado em poder.

Semeia-se corpo animal, é ressuscitado corpo espiritual. Se há corpo animal, há também corpo espiritual. I Coríntios 15.42-44

 

Mas digo isto, irmãos, que carne e sangue não podem herdar o reino de Deus; nem a corrupção herda a incorrupção.

I Coríntios 15.50

 

“O espírito é o que vivifica, a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos tenho dito são espírito e são vida”. João 6.63

 

Pelos versículos acima citados, entendemos que o corpo físico após a morte nunca ressuscitará. Jesus ressuscitou num corpo espiritual glorioso assim como acontecerá com todos aqueles que o aceitarem como único e suficiente Salvador e partirem desta vida antes da segunda vinda de Cristo.

 

2 - O segundo bode ou o bode emissário: 

O texto nos mostra com absoluta clareza que esse animal representa o Deus Jesus Cristo, o filho amado do Todo Poderoso, o Espírito de Nosso Senhor,  veja o destaque: 

Assim aquele animal levará sobre si todas as iniqüidades deles para uma terra solitária” Lev. 16.22. 


É impressionante a co-relação existente entre esse texto e os seguintes versículos:

 

“Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e carregou com as nossas dores; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido” Isaías 53.4

 

No dia seguinte João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. João 1.29

 

Observe que o segundo animal foi apresentado vivo após ter sido efetuado o sacrifício do primeiro, para que o mesmo conduzisse os pecados do povo para uma terra solitária.

De fato o espírito não morre, não se extingue como acontece com o corpo físico. Após a morte do homem Jesus - a parte física do Senhor - oferecido em sacrifício, o Deus Jesus Cristo - a parte espiritual do Senhor - continuava vivo e pronto para realizar a parte mais dura e mais dolorosa de Sua missão.

 

Façamos uma pausa para meditar na sorte daquele bode emissário. O animal foi conduzido a uma terra solitária, ficando absolutamente separado e isolado do convívio de seus pares, longe de tudo e de todos, certamente padecendo fome, sede, solidão e enfrentando o terrível calor do deserto durante o dia e o frio durante a noite e a ameaça constante de seres peçonhentos abundantes naquele triste lugar, berrando e circulando sem destino dia e noite. Eis uma cena insuportável até de se imaginar.

Que terra solitária era essa? Que lugar obscuro e estranho falando-nos de solidão e abandono seria esse?

Com certeza esse lugar insuportável até de se imaginar representa o próprio inferno e isso nos traz a memória os gritos do próprio Senhor Jesus no salmo 22: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste, por que te afastas de mim, eu clamo de dia e não me ouves e de noite, mas não tenho sossego”.

O sofrimento daquele bode emissário foi na verdade uma pálida figura da dor e do sofrimento que vitimaram nosso Salvador, e nos mostra com clareza que o Deus Jesus Cristo foi levado ao inferno com os nossos pecados, ficando separado de Deus e a separação de Deus representa a morte espiritual e o salmo 16.10 nos confirma esse entendimento:

 

“Pois não deixará minha alma no inferno e nem permitirá que seu santo veja a corrupção”.

 

Vejamos em síntese o importante ensinamento do Espírito Santo de Deus.

No ato da crucificação do Senhor, com seu corpo físico já praticamente morto, Jesus tomou a seguinte decisão: 

Pai a Ti te entrego o meu Espírito” Lucas 23.46.

Esse ato do Senhor marcou o fim de seu corpo físico, a morte física do Senhor, o fim do homem Jesus Cristo que foi oferecido em holocausto por nós.

Deus Pai, após receber em oferta sacrificial o corpo de Jesus, inicia a segunda parte da obra missionária do Senhor.

 

Tendo sob Sua inteira sujeição o Filho amado, que lhe entregou o espírito cf lc 23.46, Deus fez cair sobre Ele todos os nossos pecados, exatamente como aconteceu com o bode emissário. (Levítico. 16.21 e Isaías 53.6).

 

“Àquele que não conheceu pecado, Deus o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus”.  II Coríntios 5.21

 

Uma vez carregado por nossos pecados, o Senhor foi conduzido ao inferno levando para o maldito lugar todas as nossas iniqüidades (Levítico 16.22 e Isaías 53.4 e 5).

 

Carregado por todos os nossos pecados, o Senhor suportou o fogo da ira de Deus no inferno (Êxodo 12.8, Isaías 53.4 e 5), ficando sua carne espiritual “assada” e preparada para servir de alimento espiritual para todos os seres humanos que viessem a aceitar o seu sacrifício (JO 6.53-54).

Note-se que a carne do primeiro animal, representando o homem Jesus Cristo, foi queimada (e não assada) para oferta sacrificial ao Criador (Lev. 16.27).  Veja também ef. 5.2

A Carne do segundo animal, representando o Deus Jesus Cristo, foi assada (e não queimada), pois somente assim poderia ser ingerida pelo povo (Êxodo 12.8).

 

Obs.: O intenso calor do fogo assa a carne e dela elimina todas as impurezas que representam os nossos pecados. Jesus Cristo suportou o intenso calor do fogo da Ira de Deus.

 

O Deus Jesus Cristo sentiu o fogo da ira de Deus, na  sua  própria   carne espiritual, eliminando dela todas as impurezas contraídas pelos nossos pecados que Ele levou sobre si. Isso significou momentaneamente a separação do Pai e, portanto, a morte espiritual.

NESTE PONTO CABE UMA OBSERVAÇÃO:

O sofrimento do HOMEM JESUS CRISTO na Cruz do Calvário ( os cravos, a humilhação, os ferimentos, etc),  representa apenas um pequeno prenúncio do grande e tremendo sofrimento que caiu sobre o  DEUS JESUS CRISTO, que precisou suportar o fogo da Ira do Pai, para que fosse queimado em sua carne todos os nossos pecados.

Após essa terrivel parte da missão do Senhor, cuja dor e o sofrimento foram caterizados em Cristo desde antes da fundação do mundo(Jo. 17.5), sua carne espiritual que fora contaminada por nossos pecados na Cruz do Calvário, alcançou um nivel máximo de pureza, com a eliminação de todo mal, ficando pronta para o consumo na forma de Jo. 6.53-54

É preciso entender que essa carne tão recomendada por cristo em Jo 6.53-54, nada tem a ver com o pão oferecido nos rituais recomendados por cristo por ocasião da ceia. Esse pão, representa o corpo físico de Cristo, e deve ser ingerido nas cerimônias dominicais, APENAS PARA RELEMBRAR O SACRIFÍCIO DO SENHOR NA CRUZ DO CALVÁRIO, como bem recomendou o Senhor.  

A carne tão recomendada por Cristo no texto citado acima, se refere a PRÓPRIA PALAVRA DO SENHOR, que é o próprio DEUS JESUS CRISTO, que foi contaminada por nossos pecados, mas purificada pelo fogo da ira do Eterno.

Note-se que nenhum ser humano jamais poderá suportar esse martírio, porque todos são pecadores e por isso quem não aceitar o sacrifício de Cristo terá de amargar o sofrimento no fogo eterno que é o próprio inferno.

O Deus Jesus Cristo, porque jamais cometeu pecado, conseguiu suportar e nesta terrível batalha contra a morte eterna e contra o inferno, que procuravam a qualquer custo tragar o Senhor por conta de nossos pecados que Ele carregava sobre si, saiu vencedor.

 Eu sou o que vivo; fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre! e tenho as chaves da morte e do inferno. Apocalipse 1.18

 

O texto sagrado acima nos mostra com letras garrafais que o inferno foi um campo de batalha do Senhor, portanto Jesus foi aquele lugar de fato, que representa a terra solitária para onde foi enviado o bode emissário (Levítico 16.20-22).

Concluímos aqui que o Senhor venceu a morte eterna, mas foi envolvido pela morte momentânea, esteve no meio dela e absolutamente cercado por ela (Salmo n. 18.4 e 5), mas foi ressuscitado. Ora, somente pode ser ressuscitado o que morreu.

Nesse ponto vale observar o seguinte:

 

1 -   O homem Jesus, o corpo físico do Senhor, como já demonstramos não ressuscitou, pois foi oferecido em oferta sacrificial a Deus;  Hb. 10.10; Lc. 22.19; Ef. 5.2.

 

Obs.: Não confundir o homem Jesus Cristo com a expressão “filho do homem”.

O Filho de Deus, o Deus Jesus Cristo ou o Espírito do Senhor foi também chamado de filho do homem, por ter ingressado na descendência do homem.

 

2 - Jesus ressuscitou num corpo glorioso, o mesmo que todos nós (os que o temos aceitado como único e suficiente Salvador) receberemos um dia, pois seremos semelhantes a Ele;

 

Mas a nossa pátria está nos céus, donde também aguardamos um Salvador, o Senhor Jesus Cristo,

que transformará o corpo da nossa humilhação, para ser conforme ao corpo da sua glória, segundo o seu eficaz poder de até sujeitar a si todas as coisas. Fil. 3.20,21

 

Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifesto o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é, o veremos.  I João 3.2


ESPECIAL ATENÇÃO PARA O TEXTO SAGRADO ABAIXO:

 

Olhai as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; apalpai-me e vede; porque um espírito não tem carne nem ossos, como percebeis que eu tenho. Lucas 24.39

 

Obs:   A grande controvérsia envolvendo esse versículo, bem como a outras passagens tratando do mesmo assunto nos evangelhos, se explica definitivamente com as seguintes escrituras sagradas:  Gn. 18 e 19.1-4, 32.24, Heb. 13.2; Ef. 5.2; I Cor. 15.44.

             Precisamos entender que Jesus Cristo bem como os seres angelicais possuem a propriedade de se materializar quando bem lhes aprouver.


  Precisamos frisar bem esse aspecto:  


  O CORPO FÍSICO DO SENHOR JESUS NÃO RESSUSCITOU, E NÃO PODERIA RESSUSCITAR , UMA VEZ QUE FOI CRIADO ESPECÍFICAMENTE PARA SER OFERTA A DEUS POR NOSSOS PECADOS (Hb. 10.5).


A RESSURREIÇÃO DO SENHOR JESUS OCORREU APENAS NO SEU ESPÍRITO.

 

Não podemos esquecer ainda as propriedades e leis naturais que regem a natureza.

Entendemos por meio desses ordenamentos naturais que um corpo físico não pode atravessar paredes, e quando os discípulos estavam em lugar absolutamente fechado, o Senhor se apresentava no meio deles, sem que lhe fosse aberta uma porta, isso nos ensina claramente as Escrituras.

É claro que não há limites para Deus fazer milagres, e se quiser fará o que para nós é impossível, no entanto, por todos os ensinamentos que estão contextualizados nas Escrituras, os ensinamnentos de Moisés e dos profetas,(LC 24.25-27), prevalece a orientação de que o corpo físico do Senhor não podia mais estar com Ele após sua morte, pois foi oferta por nossos pecados.

Jesus tinha naquele momento e com Ele está até hoje, um corpo espiritual glorioso, corpo esse que todos nós (os que aceitarem o sacrifício do Filho de Deus na cruz do calvário) também teremos.

 

3 - Quem ressuscitou de fato foi o Espírito de nosso Senhor, logo esteve morto, ainda que momentaneamente.

 

E Deus Pai, ressuscitou o Filho amado, porque era puro e jamais cometeu pecado algum (Salmo 16.10: 2.7 e Isaías 53.11).

 

Vejamos, agora o seguinte texto sagrado:

 

“Ele vos vivificou, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados”. Efésios 2.1

 

O Senhor assumiu a nossa condição (a nossa condição era de mortos espirituais), para que nós assumíssemos a Sua condição (a Sua condição era de vida com abundância). Logo, Jesus morreu espiritualmente para nos dar a vida espiritual.


CONTINUA......

MORTE E RESSURREIÇÃO ESPIRITUAL DE JESUS CRISTO - PARTE 1


Devido à grande controvérsia envolvendo o tema em destaque, decidi importá-lo de meus livros e fazê-lo presente também aqui no blog.

 

É impressionante a incompreensão dominante envolvendo esse tema, o que nos leva a identificar o “dedo” de satanás agindo de forma sutil, de maneira que as pessoas não o percebam e induzindo o povo de Deus ao equivocado entendimento, como ao final detalharemos.

 

Haveremos de identificar aqui, uma das mentiras de satanás no coração da igreja.

 

Assim sendo, passamos a demonstrar como está posto em nosso primeiro livro.

 

A Crucificação de Jesus:

 

Eis um momento inesquecível para todo cristão a crucificação de Jesus, o brado de dor, de solidão e o abandono do próprio Pai: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?”

 

Cerca da hora nona, bradou Jesus em alta voz, dizendo: Eli, Eli, lamá sabactani; isto é: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?”. Mateus 27: 45-46

 

A crucificação acarretou ao nosso Salvador: morte física e morte espiritual:

 

1 - Morte Física: fim do homem Jesus Cristo.

 

“Mas Jesus, dando um grande brado, expirou. Marcos 15.37

 

“Jesus, clamando com grande voz, disse: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito. E, havendo dito isso, expirou”.  Lucas 23:46

 

“Então Jesus, depois de ter tomado o vinagre, disse: está consumado. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito”. João 19 : 30

 

2 - Morte espiritual:  Morte do Deus Jesus Cristo.

 

Cerca da hora nona, bradou Jesus em alta voz, dizendo: Eli, Eli, lamá sabactani; isto é: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?”. Mateus 27:45-46

 

Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? por que estás afastado de me auxiliar, e das palavras do meu bramido?

Deus meu, eu clamo de dia, porém tu não me ouves; também de noite, mas não acho sossego. Salmo n. 22.1-2

 

“Cordas de morte me cercaram, e torrentes de perdição me amedrontaram”.

Cordas do Inferno me cingiram, laços de morte me surpreenderam.

Na minha angústia invoquei o Senhor, sim, clamei ao meu Deus; do seu templo ouviu ele a minha voz; o clamor que eu lhe fiz chegou aos seus ouvidos. Salmo n. 18. 4-6

 

“Pois não deixarás a minha alma no inferno, nem permitirás que o teu Santo veja corrupção”. Salmo n.16.10

 

Vemos, porém, aquele que foi feito um pouco menor que os anjos, Jesus, coroado de glória e honra, por causa da paixão da morte, para que, pela graça de Deus, provasse a morte por todos. Hebreus 2.9

 

Eu sou o bom pastor; o bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas.

 João 10.11

 

Note-se que, embora os salmos acima citados tenham sido escritos por Davi, o texto do cap. 18.4-6, nos fala de alguém que enfrentou a morte, e somente Jesus foi capaz de enfrentar e vencer a morte.

O servo de Deus precisa entender que o salmista Davi era uma figura de Nosso Senhor Jesus e muitas vezes foi usado por Deus para expressar situações vividas por nosso Salvador.

A interpretação dos versículos acima mostra claramente que nosso Salvador foi ao inferno de fato. Logo, morreu espiritualmente.

O texto de hebreus 2.9 nos mostra que o Senhor foi feito um pouco menor do que os anjos por causa da paixão da morte. Ora, o texto não pode estar falando de morte física, pois os anjos não compartilham um corpo físico. O texto nos fala da morte espiritual de Jesus.

Em João 10.11, o Senhor afirma como Bom Pastor, que dá a sua vida pelas suas ovelhas. Ora, a vida é o próprio espírito. Quem fala é o espírito e não o corpo.

Ao ser crucificado, pesaram sobre o Senhor os nossos pecados vitimando quem jamais conheceu ou praticou iniqüidade, eis por que o grito de dor: “Deus meu, Deus meu, porque me desamparaste?”. Todo o Salmo 22 nos mostra de forma clara o sofrimento de nosso Salvador e no que Ele foi transformado por nossa culpa.

Deus não suporta o pecado e seu caráter de justiça não Lhe permitiu poupar nem Seu próprio filho. Vejamos os versículos 1,2 e 6 do mesmo Salmo:

 

“Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?  Por que estás afastado de me auxiliar, e das palavras do meu bramido?

“Deus meu, eu clamo de dia, porém tu não me ouves; também de noite, mas não acho sossego. Salmo n.22.1-2

 

“Mas eu sou verme, e não homem; opróbrio dos homens e desprezado do povo.”   Salmo n. 22.6

 

Aí está uma pequena amostra do terrível sofrimento que vitimou nosso Senhor por nossa causa.

Observe que todos os nossos pecados foram postos sobre o nosso Senhor Jesus e naquele momento, carregado pelas nossas iniqüidades, aconteceu a terrível separação do Pai, porque o pecado acarreta a separação de Deus e conseqüentemente a morte espiritual.

Note-se que um corpo não reclama, não fala. Quem fala ou reclama ou sente, é o espírito.

A dor, o sofrimento e as lamentações acima citadas no salmo n.22 foram produzidas pelo espírito de nosso Senhor no momento em que, cheio de nossos pecados, ficou separado do próprio Pai.

 

A separação de Deus é a morte espiritual.

 

Outro fato inquestionável sobre a morte espiritual de Jesus, se acha registrado no capítulo 12 do livro de Êxodo. Vejamos:

 

“O cordeiro, ou cabrito, será sem defeito, macho de um ano, o qual tomareis das ovelhas ou das cabras”,

e o guardareis até o décimo quarto dia deste mês; e toda a assembléia da congregação de Israel o matará à tardinha:

Tomarão do sangue, e pô-lo-ão em ambos os umbrais e na verga da porta, nas casas em que o comerem.

E naquela noite comerão a carne assada ao fogo, com pães azmos; com ervas amargosas a comerão.

Não comereis dele cru, nem cozido em água, mas sim assado ao fogo; a sua cabeça com as suas pernas e com a sua fressura.

Nada dele deixareis até pela manhã; mas o que dele ficar até pela manhã, queimá-lo-eis no fogo. Êxodo 12.5-10.

 

O texto nos mostra o sacrifício do Cordeiro e constitui uma das figuras mais completas sobre a obra redentora de Nosso Salvador, correspondendo a instituição da páscoa do Senhor com a saída do povo de Deus do Egito.

É impressionante a riqueza de detalhes oferecida nos versículos 8 , 9 e 10 marcando a intransigência do Senhor com relação a carne do cordeiro, que não podia em hipótese alguma ser ingerida crua ou cozida, pois, simbolicamente, a mesma estava contaminada por nossos pecados.

O Cordeiro teria então, de ser assado para depois ser ingerido e tudo que dele sobrasse deveria ser queimado no fogo, única maneira de purificar a carne e eliminar o mal.

Observe que o ato de assar o Cordeiro constitui um passo seguinte ao sacrifício do mesmo, ou seja: após ser morto, o animal deveria ser submetido ao fogo ou a um intenso calor a fim de que sua carne ficasse assada ou purificada para o consumo.

Eis aí um mistério impressionante. O cordeiro, após ser morto, teria de passar pelo fogo e tudo que dele não fosse ingerido deveria ser queimado totalmente.

Aí está o prenúncio do sofrimento de nosso Salvador. Jesus, após ser crucificado e morto fisicamente, iria enfrentar o fogo da ira de Deus por conta de nossos pecados que Ele levou sobre si, e isso equivale à morte espiritual ou à separação momentânea do Pai, porque logo depois foi ressuscitado.

Vemos aí que o real sofrimento de Cristo veio na verdade após a sua morte física na cruz do calvário.

Ora, tudo que aconteceu com o nosso Senhor após a sua morte física, foi suportado pelo Deus Jesus Cristo e não pelo homem Jesus Cristo, pois a morte física determina o fim da parte humana do Senhor.

Assim como o metal precioso para ser purificado precisa passar pelo fogo a fim de que sejam queimadas todas as impurezas nele contidas, o nosso Senhor que é “ouro puríssimo” precisou ser submetido ao fogo da ira de Deus para que nele fossem queimados todos os nossos pecados, as nossas impurezas que foram postas sobre o DEUS JESUS CRISTO, que na verdade é a PALAVRA DO SENHOR.

O salmo n. 18 versículos 4 a 24 nos mostra o Senhor suportando o fogo da ira do Pai cujo endereço não era Jesus, mas eram os nossos pecados que estavam depositados no filho amado, o qual após sofrer o furor de Deus foi por Ele ressuscitado.

 

O entendimento equivocado envolvendo esse tema me faz demorar na exposição do assunto.

 

Ensinar que o sofrimento de Jesus não foi além de seu corpo físico, e se limitou ao martírio imposto pelos romanos até a crucificação, é diminuir e depreciar a obra redentora de nosso Salvador.

 

Nesse sentido, outra figura impressionante evolvendo o completo sacrifício do Senhor, vem nos socorrer. Precisamos ficar atentos às revelações importantíssimas do Espírito Santo. Vamos ao capítulo 16 do livro de Levítico:

 

“Também tomará os dois bodes, e os porá perante o Senhor, à porta da tenda da revelação”.

E Arão lançará sortes sobre os dois bodes: uma pelo Senhor, e a outra pelo bode emissário.

Então apresentará o bode sobre o qual cair a sorte pelo Senhor, e o oferecerá como oferta pelo pecado;

mas o bode sobre que cair a sorte para bode emissário será posto vivo perante o Senhor, para fazer expiação com ele a fim de enviá-lo ao deserto como bode emissário. Levítico 16.7-10

 

“Depois imolará o bode da oferta pelo pecado, que é pelo povo, e trará o sangue o bode para dentro do véu; e fará com ele como fez com o sangue do novilho, espargindo-o sobre o propiciatório, e perante o propiciatório;”

e fará expiação pelo santuário por causa das imundícias dos filhos de Israel e das suas transgressões, sim, de todos os seus pecados. Assim também fará pela tenda da revelação, que permanece com eles no meio das suas imundícias.

Nenhum homem estará na tenda da revelação quando Arão entrar para fazer expiação no lugar santo, até que ele saia, depois de ter feito expiação por si mesmo, e pela sua casa, e por toda a congregação de Israel. Levítico 16.15-17

 

Quando Arão houver acabado de fazer expiação pelo lugar santo, pela tenda da revelação, e pelo altar, apresentará o bode vivo;

e, pondo as mãos sobre a cabeça do bode vivo, confessará sobre ele todas as iniqüidades dos filhos de Israel, e todas as suas transgressões, sim, todos os seus pecados; e os porá sobre a cabeça do bode, e enviá-lo-á para o deserto, pela mão de um homem designado para isso.

Assim aquele bode levará sobre si todas as iniqüidades deles para uma região solitária; e esse homem soltará o bode no deserto.

 Levítico 16.20-22

 

“... e o bode da oferta pelo pecado, cujo sangue foi trazido para fazer expiação no lugar santo, será levado para fora do arraial; e lhes queimarão no fogo as peles, a carne e o excremento”.

 Levítico 16.27

 

Aqui, o sacrifício do Senhor vem representado por dois bodes. Um deles foi oferecido como oferta pelos pecados do povo e o outro representa o bode emissário encarregado de conduzir os pecados para uma terra solitária. Ambos foram apresentados a Deus na porta da tenda da revelação, Levítico 16.7

Aí está uma figura completa sobre todo o sacrifício de nosso Salvador, cuja explicação assim procedemos:


CONTINUA.....