sábado, 31 de dezembro de 2011

RENOVANDO AS FORÇAS PARA O ANO NOVO



A canção secular já bem conhecida e exaustivamente tocada nos finais de ano, exibida neste vídeo, traz uma forte mensagem de ano novo.

Em que pese o belo conteúdo, marcando um momento feliz do autor ao compor a letra e a música, sinto a ausência de uma maior conexão, unidade e dedicação, com quem pode proporcionar a realização do que propõe a mensagem, e que na verdade, possibilitou ao compositor a rica composição, pois, afinal todos os dons vêm do Criador, que não tem seu nome lembrado na canção.

De qualquer forma, o escrito secular, nos remete aos ensinos sagrados que se apresentam para enriquecer de forma efetiva a mensagem popular.

Assim vale lembrar:

Mas os que esperam no SENHOR renovarão as forças, subirão com asas como águias; correrão, e não se cansarão; caminharão, e não se fatigarão. Is. 40.31.

Todo o lugar que pisar a planta do vosso pé, vo-lo tenho dado, como eu disse a Moisés.

Ninguém te poderá resistir, todos os dias da tua vida; como fui com Moisés, assim serei contigo; não te deixarei nem te desampararei.

Esforça-te, e tem bom ânimo; porque tu farás a este povo herdar a terra que jurei a seus pais lhe daria.

Tão-somente esforça-te e tem mui bom ânimo, para teres o cuidado de fazer conforme a toda a lei que meu servo Moisés te ordenou; dela não te desvies, nem para a direita nem para a esquerda, para que prudentemente te conduzas por onde quer que andares.

Não se aparte da tua boca o livro desta lei; antes medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer conforme a tudo quanto nele está escrito; porque então farás prosperar o teu caminho, e serás bem sucedido.


Não to mandei eu? Esforça-te, e tem bom ânimo; não temas, nem te espantes; porque o SENHOR teu Deus é contigo, por onde quer que andares.Js. 1.3-9




Assim desejo a todos, no próximo ano, muita paz, mas a paz que vem de Jesus, muitos amigos, muita alegria, e, sobretudo, muita fé no Criador, andando sempre na Sua presença e obedecendo seus ensinos, pois, dessa forma nada, absolutamente nada, lhes será impossível.


quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

TRIBUTO AO CRIADOR


MEU QUERIDO E AMADO CRIADOR!..


A obra da criação impõe pressupostos peculiares, que marcam o capricho da perfeição divina, implodindo as vertentes da imaginação humana, quer seja:

No exame de um microscópico ser ou no estudo que se faz sobre um vivente superior;

Na infinidade de informações que existem no conteúdo de uma célula ou na função sincronizada e sobrenaturalmente organizada dos diversos órgãos que impulsionam a vida dentro de um corpo;

Na mais simples partícula da matéria inanimada ou na admiração que se expande pelo espaço afora, rumo aos sistemas planetários ou as galáxias mais longínquas que se estabelecem muito além do alcance dos meus olhos.

Na minha discreta e submissa arrogância espiritual, percebo que o louvor de todos os feitos, e a coroação absoluta de tanto requinte se convergem para a Tua obra-prima Senhor, e em qualquer ato de Tuas mãos, meu amado Criador, se sobrepuja a sabedoria infinita assistida pela santidade suprema que sempre cerca o Teu trono de graça, e opera no espaço absolutamente distante dos limites da percepção humana.

Mesmo assim eu insisto e me atrevo a contemplar.

Os olhos atentos e suplicantes; as palavras transbordando no intelecto, construídas no mais profundo do meu ser, se materializam no receptor inanimado pela ação da própria língua como uma “pena” bem definida que imprime na base móvel a sincera e fiel expressão do inexplicável e sublime abstrato e assim eu sigo rompendo os limites da minha própria imaginação e alongando as fronteiras dos meus solícitos pensamentos.

Não me contento com esse mundo material que é tão rico e tão encantador, tão nobre e tão enigmático, tão completo e tão perfeito, pelo qual se desmancham e incondicionalmente se curvam os meus olhos aflitos, mas, não pode comportar e nem oferecer as respostas aos reclames do meu espírito, ávido por conhecer mais e muito mais da Tua plenitude, meu amado Criador.

Nessa busca alucinante, num ponto qualquer de toda a expansão eu me estabeleço, em algum lugar nesse esplêndido e inexplicável universo eu cravo uma minúscula e remota base de observação.

Segue em minha companhia a convicção mais forte que domina o coração do filho que ama ao pai e cultiva a paixão que cresce, a cada instante, na medida em que, avança na direção sagrada e vai registrando os detalhes que fascinam, ou se demora apaixonado na presença contagiante de um espetáculo indescritível, em meio a tantos outros que da mesma forma exibem com a maior naturalidade a infinita perfeição.

A incontrolada admiração me arrebata no próprio tempo, deixa-me atônito e extasiado, quase que sem forças para continuar a busca, e por mais que eu encontre, muito pouco caminhei e tanto mais tenho a encontrar e me vejo absolutamente rendido, aos pés de cada feito Teu, oh! Senhor de todas as coisas.

No antagonismo das dimensões eu procuro administrar o conflito de entendimento que surge no meu pequenino e tão curioso ser; sinto que algo me incomoda; pré-sinto a aproximação de uma terrível nuvem negra; revejo as minhas bases, reforço o bloqueio que obstrui a vaidade e renovando o sacrifício dos velhos hábitos e antigos desejos, sigo rompendo determinado e colhendo cada partícula do verdadeiro conhecimento que produz a alegria que tanto preciso e satisfaz a minha alma, certo de que nesse caminho que abracei não existe espaço para as migalhas efêmeras de Satanás.

Ao sabor das Escrituras vou descobrindo novos horizontes e acumulando na dimensão do tempo riquezas que nem o ouro mais puro ou a mais preciosa pedra pode, sequer de muito longe espelhar e ao distanciar-me do mundo e do próprio homem que sou, meu amado Criador, encontro nos Seus braços um lugar todo especial de onde posso ouvir da tua boca, em segredos, os Teus preciosos e maviosos ensinamentos.

Nesse lugar sagrado eu encontro uma cama sempre preparada para o descanso da jornada tão dura, na qual, sob Tua preciosa orientação e suprema proteção, vou rompendo obstáculos e superando todos os inimigos.

Vejo ainda uma mesa farta do alimento de mais puro paladar, mais doce do que o mais saboroso mel, que revigora o meu tão pequenino ser me transformando num gigante que não se importa e nem se preocupa com a dimensão do vento contrário e nem dá ouvidos a rumores de tempestades, e mesmo que no meio delas eu me encontre, sigo rompendo altaneiro, como se nada estivesse havendo.

No mesmo lugar eu encontro uma cadeira onde eu posso me assentar, acomodando-me para absorver as instruções sagradas, e ainda uma Luz bem clara que alumia a minha alma, desvanece o meu Ser e clareia os meus passos nesse caminho tão belo, tão desejável, que tanto bem me faz, lastreado e definido na pessoa de Teu amado Filho, meu adorado Criador.

Na proteção dos Teus muros eu me refugio e dentro desse Forte eu encontro a tranqüilidade, mesmo cercado pela insistente tribulação que explode a todo instante nas paredes da Tua Fortaleza e nem sequer me assusta; a segurança percorre as minhas veias e passeia nas entranhas do meu tão frágil ser.

Na força do Teu poder eu me agasalho e a paz duradoura domina os meus pensamentos contagiando e envolvendo toda a minha estatura.

Na sombra das Tuas asas eu vou caminhando e experimentando em cada passo a felicidade plena que somente existi na Tua presença, meu querido e adorado Senhor.

A alegria incontida me faz cada vez mais vibrante e em busca do ensino mais profundo eu sigo obstinado, mas de repente um ponto obscuro e inexplicável retém os meus olhos, reduz os meus passos e trava os meus pensamentos.

Algo absolutamente distante e destoante de tudo que venho contemplando me chama a atenção.

Intrigado e perplexo eu me aproximo e percebo as marcas do sangue pisado na extensão do firmamento, com muitas lágrimas misturado.

Por quê? Pergunto estremecido, Porque meu adorado Criador esse desastre foi acontecer?

Justamente no ponto mais alto da Criação uma terrível mancha se instalou. Não podia o poder supremo impedir o feito nefasto?

Oh! Meu adorado Criador a Tua obra maior foi contaminada, porque? Porque? Porque? Eis a Insistente indagação deste humilde observador.

Nesse paroxismo intrigante, estacionado no endereço distante, perplexo sem poder seguir adiante, Tu me respondes com a voz embargante, tão doce e com a ternura marcante, que nasce abundante, no Teu trono de graça, meu adorado Criador.

Entre tantos atributos destinados a Tua obra-prima, o livre arbítrio se destaca de forma impressionante.

No meio da informação sagrada, sinto a Tua voz embargada ingressar nos meus ouvidos atentos, dizendo-me melancolicamente:




“Meu filho..., tudo entreguei nas mãos do ser humano que criei. Dei à obra prima dos meus feitos a autoridade absoluta e a ela sempre destinei a intensidade do meu amor e Eu respeito as suas decisões.

Ao criar o homem, diante dele coloquei a vida e a morte.

Apresentei as diretrizes sagradas que deveriam ser seguidas cuja correta observância proporcionaria a vida perfeita e abundante, mas a desobediência acarretaria inevitavelmente a morte.

Conhecendo as conseqüências de uma e de outra opção, ainda aconselhei:

“Escolha a vida para que vivas”.

O homem desobedeceu e isso foi uma atitude espontânea, contra a qual nada posso fazer.

Não posso tirar a autoridade que Eu mesmo dei, ainda que me doa tanto, ver os efeitos do mal feito naquilo que foi criado perfeito.

Nos dias de sua vida na carne o ser humano é senhor de si mesmo. Por mim, que sou Deus, foi criado e como deus o homem viverá. Seus atos serão sempre respeitados.

A desobediência gerou a morte e isso fez sangrar meu coração de Pai; uma dor profunda atingiu a minha alma e nem a lamina mais afiada, cortante e impiedosa na carne tão frágil, pode sequer imitar o sofrimento atroz que me trouxe o ato nefasto e as lágrimas encheram o meu pranto.

Embora, como Deus que sou nada pode me doer mais forte do que a morte do meu amor, que na dimensão do infinito se estende por um grito no sangue goticulado que deveria ser apenas suor.

A dor produziu a lágrima e o pavor da solidão que vinha me trouxe antes uma terrível agonia, que nenhum sofrimento pode medir, nem sequer, de muito longe exprimir a dimensão das trevas, no meio das quais, por tanto amor, Eu desci.

A morte operou inevitavelmente, a separação e a perdição eterna passou a ser o destino do meu feito maior e algo extremamente penoso precisou ser realizado.

Com o coração sangrando, na extensão da tragédia me envolvi, meu querido e amado filho sempre obediente estava logo ali pronto a corrigir o dano, mesmo sabendo que para aperfeiçoar o imperfeito, da vida precisava sair.

Morto, na morte não podia viver a obra mais cara das minhas mãos.

Nas trevas, enegrecido ficou o endereço de todo o meu amor. Isso me levou a tomar a decisão mais dura, o ato mais triste que se mede pela dor suprema muito além de sua imaginação, para reparar o feito que ao mundo inteiro contaminou.

Para trazer da morte o morto, Eu mesmo tive de morrer, na pessoa do meu Unigênito filho. Isso explica o ponto obscuro de sua observação.

As marcas de sangue que viste, representa o sangue derramado na cruz do calvário, ato que foi feito exclusivamente para salvar a sua alma e a alma de todo pecador.

O espaço negro permanece para que todo ser humano seja lembrado um dia, da obra redentora de Meu filho amado, e a dor persiste, com as lágrimas no sangue vertidas, porque muitos continuam no pecado e longe da minha presença não aceitando o sacrifício feito na cruz.

Com o pecado e a morte de toda a humanidade, Meu filho Jesus seguiu ao inferno, mas, Ele era puro e jamais pecou pelo que superou a morte e o inferno e de lá retornou vitorioso, proporcionando vida a todos que aceitarem a substituição feita no Calvário.




Vejo meu amado Criador, que a morte de Seu filho, marcou o ponto negro da criação e de toda a divindade, mas a ressurreição do Senhor trouxe de volta a perfeição suprema e coroou de glórias e de honras o feito mais forte das Tuas mãos e satanás envergonhado ficou no próprio ato de imperfeição que foi aperfeiçoado na extremidade do Teu amor.

Pensando no gesto supremo, me perco na extensão do feito sagrado e me ponho a perguntar: O que seria de mim e de todo pecador, não fosse o Seu amor infinito?

A ausência absoluta de Deus em nossas vidas, a morte eterna era o nosso destino e continua sendo para todos quantos permanecem arredios à obra redentora de Jesus.

A renúncia de Teu próprio filho enviando-o a este mundo, para morrer em meu lugar, representa de fato a expressão máxima do desprendimento divino. Não existem palavras que possam expressar a dimensão do ato sagrado que trouxe tanto bem a todos os homens.

Fico perplexo e aflito meu amado Criador, ao assistir a todo instante, a opção do ser humano, que ao rejeitar a obra redentora de Jesus Cristo, escolhe na verdade, a morte ao invés da vida, troca a luz pelas trevas, deixa a fonte da água mais pura e vai em busca de cisternas secas e rotas e troca o alimento que verdadeiramente satisfaz pelas migalhas efêmeras de satanás.

OH Senhor de todas as coisas, capacita-me a falar sempre, de Ti e do Sacrifício que Teu filho fez na Cruz do Calvário, para todas as pessoas, mostrando a elas que Jesus Cristo é o único caminho que conduz a vida eterna e a solução para todos e quaisquer problemas existentes na vida do ser humano.

Resta-me então, dileto Criador, render-me sim a todos os feitos de Tuas mãos sagradas, enaltecer a todo instante, cada ato por Ti praticado, coroar de honras absolutas a infinita sabedoria que nasce no Teu trono de graça, mas, sobretudo e, sobretudo mesmo, Senhor meu e Deus meu, dos céus e da terra, manter-me sempre rendido aos Teus pés e eternamente agradecido pelo sangue derramado na cruz do calvário que me trouxe da morte, com a postura de um arrependido pecador, que conta diariamentecom as Tuas infinitas misericórdias,

MEU QUERIDO E AMADO CRIADOR





segunda-feira, 28 de novembro de 2011

DURAS CONTRADIÇÕES NO NATAL





Aproxima-se o dia em que o mundo comemora o nascimento de Jesus, O DIA DE NATAL.

Na verdade essa é uma data construída por interesses diversos, que não oferece a menor sintonia com o verdadeiro dia do nascimento do Senhor, mas o que aqui queremos trabalhar não visa a data em si, e sim o significado e a importância do feito sagrado, para toda a humanidade, bem como as respostas do ser humano ao generoso feito.

A atitude de vir ao mundo se encarnar e experimentar as nossas limitações foi precedida por uma dura e dramática decisão do Senhor, que compreendia a renúncia total de toda a Sua glória e do privilégio de viver na presença do Pai, uma vez que, não dá para falar no nascimento do Senhor sem pensar no fim de sua sofrida missão que corresponde a paixão e morte na cruz do calvário, quando aconteceu de fato, a separação entre o filho e o Pai, consubstanciada no brado angustiante: “Deus meu, Deus meu por que me desamparaste”.

Como se pode explicar a dimensão desse amor que transcende à nossa compreensão? Como não pensar nesse gesto sagrado e não parar para considerar o desprendimento divino em prol do ser humano? Como permanecer inerte diante desse feito de proporções inestimáveis?

O feito maravilhoso do Senhor, vindo cumprir a dura missão impressiona ainda mais, quando paramos para refletir e pensar que tal atitude se destinou a quem na verdade, vivia como inimigo de Deus e passava os seus dias afrontando e ofendendo ao Criador.

Ora, se o gesto sagrado se destinasse a alguém que amasse ao Senhor, a alguém que demonstrasse reconhecimento por tantos bens recebidos das mãos do Criador no dia-a-dia, poder-se-ia até se tentar uma explicação, ainda que, com intensa dificuldade dada a absurda desproporção entre a conduta de uma e das outras partes.

Ocorre, todavia, que o Senhor renunciou a tanto e a tudo, visando proporcionar vida, paz, alegria, felicidade, etc, exatamente a quem sempre O maltratou e passou a vida proferindo ofensas, desrespeitando e desacatando o Seu nome, a quem sempre lhe virou as costas, desprezando-O e rejeitando-O, a quem jamais foi capaz de se voltar e olhar pr’o céu numa só atitude de verdadeiro agradecimento.

O Senhor veio abraçar exatamente a quem por conta de tantos e tantos delitos estava morto em si mesmo, separado do Criador por tantas maldades praticadas contra quem lhe outorgou a própria vida.

Em que pese essa rebeldia do ser humano, e absoluto descrédito e desinteresse ao projeto sagrado, o intenso amor que o Senhor tem por Sua criatura, não O permite retaliar, ou virar as costas para a Sua obra prima, ou por conta disso deixar de abençoá-la. 

Não, não. Apesar de tudo, o Sol está nascendo para todos; as chuvas vêm para o pobre, para o rico, para o mau e para quem não é tão mau. A atmosfera continua envolvendo cada ser humano. As leis que mantém de pé as condições de sobrevivência na natureza permanecem firmes e inabaláveis. A vida é conferida a todos; as crianças estão nascendo e as pessoas estão vivendo.

Em fim as bênçãos do Senhor continuam alcançando a todos indistintamente.

Logo o dia do nascimento do Senhor, não pode ser apenas um dia de festa, de tantas comilanças, de trocas de presentes e de meras confraternizações, que na esmagadora maioria dos lares, é regada pela essência do desperdício das vidas dissolutas que sistematicamente no seu dia-a-dia, tudo que fazem é desonrar e afrontar ao aniversariante.

Na verdade, o dia do nascimento do Senhor, bem como o dia de Sua morte no calvário, deveria ser venerado por todas as pessoas de todos os lugares, mas, de uma forma única e ímpar. O mundo inteiro deveria se unir em torno de uma proposta de louvor incomparável e de mobilização universal promovendo ações de graças nesses dias de importância absolutamente singular para toda a humanidade.

Lembro-me dos decretos dos Reis Nabucodonozor e Dario, quando após espetacular demonstração de fé dos homens de Deus (Sadraque, Mesaque, Abednego e Daniel), determinaram que todos os povos sob seus domínios, adorassem, venerassem, temesses e tremessem diante do Todo Poderoso.


“Por mim, Nabucodonozor, pois, é feito um decreto, pelo qual todo o povo, e nação e língua que disser blasfêmia contra o Deus de Sadraque, Mesaque e Abednego, seja despedaçado, e as suas casas sejam feitas um monturo; porquanto não há outro Deus que possa livrar como este”. Dn. 3.29


“Por mim (Dario) é feito um decreto, pelo qual em todo o domínio do meu reino os homens tremam e temam perante o Deus de Daniel; porque ele é o Deus vivo e que permanece para sempre, e o seu reino não se pode destruir, e o seu domínio durará até o fim”. Dn 6.26


Mas o nosso Deus não quer nada, nem por força e nem por violência.

A conduta fina, educada e escrupulosa do Senhor, o mantém paciente, aguardando por um gesto espontâneo, esperando que a sua obra-prima ofereça o reconhecimento aceitando a Sua direção e abra-lhE a porta do seu coração, para que com ela, Ele, entrando, logo possa cear, e aí então um horizonte de bênçãos sem fim surgirá na vida arrependida.

No entanto, a exceção de um percentual ainda pequeno, o reconhecimento não vem e muito menos o gesto de gratidão, aliás, a ingratidão é um comportamento que me deixa perplexo. Como pode alguém receber tantos benefícios e depois virar as costa para quem tanto lhe beneficiou?

O dia de Natal se aproxima, e o que vemos somente nos lembra a política do intenso egoísmo e do “cada um p’ra si”. A vaidade dita as regras, a avareza determina a conduta das pessoas, que não hesitam e estão sempre prontas a estender as mãos em busca de bênçãos e dádivas anunciadas, mas só querem receber e nada oferecer, tal qual o mar morto que só recebe e de lá nada sai, tais pessoas somente se preocupam com o seu próprio bem estar e não admitem e nem ao menos consideram o mandamento sagrado de amar ao próximo como a si mesmo, tanto menos, a Deus sobre todas as coisas.

As ruas estão enfeitadas, com propagandas diversas e com tantas bandeiras coloridas agitadas pelo vento que sopra por todos os lados e no arvoredo das praças as luzes coloridas apagam e acendem numa cadência conflitante que provoca um brilho forte, hipnotizando a mente de cada um e seduzindo as pessoas de forma avassaladora, paralisando no seu subconsciente a capacidade de pensar, refletir e considerar o que de fato representa o verdadeiro sentido do Natal, no impulso do passo que se firma na direção do infortúnio, sobretudo, espiritual.

O movimento nas ruas aumenta de forma impressionante.

As pessoas se aglomeram aqui e acolá em busca da compra melhor.

A correria de um lado para o outro se intensifica e incomoda tanto... .

O barulho dos carros passando agitados como que numa busca desnorteada, oferece perigos a todo instante.

Os comerciantes gritam – cada um mais alto do que o outro - buscando atrair o afoito e desavisado cidadão.

As comemorações se antecipam, no desvario dos homens maus e muitos acabam conhecendo o fim, antes mesmo de começar o Natal.

Assim caminham os seres humanos, enganando, sendo enganados, todos buscando satisfazer o desenfreado egoísmo que impera nos seus “corações de pedra”, escravizados no submundo de satanás.

Nos lares, segue o ritual de troca de presentes e na exibição de iguarias, as mais diversas, se conhece a hierarquia desonesta de uma sociedade desigual e injusta que prolifera de forma absurda na ausência do Criador, o exagero de tantas bebidas, marca os momentos de confraternização de quem busca alucinadamente por coisa nenhuma, e no “tim, tim” do cristal se encontra o reverso do verdadeiro Natal.

Dessa forma comemoram o dia do nascimento do Senhor, proibindo a presença do aniversariante, e seguindo por direções que indicam a existência de um abismo entre a criatura e o Criador.

Obviamente, o erro não está no tipo de iguaria, na bebida, ou no desejo de se adquirir a melhor roupa e o melhor sapato.

O erro reside exatamente no fato de se relegar num endereço absolutamente distante e desconhecido, aquele que deveria ser o principal homenageado da festa, conduta com a qual não compartilham os escolhidos do Senhor, e glórias a Deus por isso.

Convido então a todos a orarmos por essas almas, que na verdade não sabem mesmo o que estão fazendo como bem nos ensinou o nosso Mestre, rogando-O que nos possibilite disposição e estratégias, para levarmos o ensino maravilhoso a todas essas pessoas que se atiram na mentira e se prendem na inutilidade, caminhando na contramão das diretrizes sagradas e por isso passam pela vida sem saber o que é viver.

Precisamos antes, procedermos a uma limpeza total na casa de Deus, o nosso coração, usando a água mais limpa que é a Palavra do Senhor, buscando nos cantos mais obscuros e nas frestas mais escondidas a possível existência de ressentimentos represados, ódio, rancor, egoísmo e tantos sentimentos e condutas que entristecem ao nosso Mestre, colocando em prática o perdão, a renúncia, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança, em fim, o amor ao próximo e o amor a Deus.

Eis a condição básica, para que possamos avançar na tarefa de divulgar as boas novas a todos que caminham sem Cristo, e que não se interessam pela obra redentora de Senhor, na qual está incluído o dia do nascimento de Jesus, que para tantos é apenas UM DIA DE NATAL.


Deus abençoe a todos.



Boas festas com a doce presença do nosso Senhor e assim um feliz natal a todos.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

O FICTÍCIO JARDIM DO ÉDEN






Certamente a presente definição surpreende ao estimado leitor.

Isso é compreensível, afinal sempre fomos ensinados a venerar esse “Jardim do Éden” como um território, mais do que maravilhoso, que existiu num tempo remoto em nosso mundo material, no qual habitaram os dois primeiros seres humanos da terra.

Aí está a expressão genuína que consigo extrair do Escrito Sagrado, sem a ingerência de qualquer outra fonte.

O astuto inimigo que já atormentava ao homem desde a sua criação, portanto, coabitava com ele no Jardim do Éden, tratou logo de inverter a direção sagrada no coração do ser humano.

Deus é espírito (Jo. 4.24). O Senhor é espírito (II Cor. 3.17). Deus não é carne. Logo, a imagem e a semelhança do Criador, que trazemos em nosso ser, se referem tão somente ao espírito e nada absolutamente nada tem a ver com a carne, exceto no aspecto visual apenas.

Essencialmente o homem é um ser espiritual que mora num corpo e não um corpo que tem um espírito.

A vida é o espírito. O corpo é apenas a residência do espírito. Logo, o ser humano não é um ser material, embora nesse mundo, para sobreviver, necessite constantemente da matéria.

Na inversão dessa ordem de importância se instala a desorganização do sistema psíquico, numa manobra maligna e sutil que faz sucumbir os interesses espirituais em face das pretensões materiais, posicionando a obra-prima de Deus numa rota sem chão, sem norte e sem horizonte.

Na escolha de uma dessas duas direções, está o segredo que determina a posição do ser humano diante de Deus: a espiritual localiza o homem na presença de Deus e a material o afasta de seu Criador.

Certamente alguém poderá, insistir dizendo: “Mas eu sei disso e vivo na direção espiritual”.

Nesse caso precisamos investigar se os ensinos que recebemos ao longo da vida, que alimentam nossos sonhos, determinam nossos passos e definem as nossas condutas, foram de fato proferidos nessa mesma direção.

Dessa investigação certamente resultará muitas surpresa e uma delas diz respeito ao tão falado “Jardim do Éden”.

De fato, o sutil Malfeitor, começou a agir muito cedo.

Na verdade o golpe fatal veio sobre Eva, que logo seduziu seu companheiro. Depois, o que Satanás fez foi apenas intensificar sua ação destruidora sobre quem lançou suas garras tão afiadas e uma vez de posse do poder usurpado e adquirido de forma ilegal, passou a ditar as regras e estabelecer as diretrizes malditas que vieram nortear a conduta de cada um, que sucedeu ao primeiro habitante da terra.

O feito macabro afastou de nosso campo de visão, o verdadeiro sentido da vida, tirou de nosso ambiente o sabor da vida abundante, afastou de nossos limites a paz duradoura e a felicidade plena, e pior ainda, transportou-nos para um universo inferior, acorrentando-nos no submundo da miséria e das trevas mais espessas, onde ele é o imperador absoluto.

Nesse território infame, o rasteiro inimigo - poderoso e dono absoluto da situação - passa o tempo inteiro, promovendo lavagens cerebrais nos seres humanos, incutindo em nossas cabeças: “Tudo que é material é melhor, é imediato, você pode ver logo o resultado, etc.”, e ao mesmo tempo, trabalha intensamente visando impedir o nosso interesse pelos assuntos espirituais, corrompendo o nosso ego e criando uma espécie de sinal de alerta em nosso organismo, que acusa e repele sempre a aproximação do perfeito caminho.

Ora, quem vive na miséria sonha com a fartura, quem está no deserto anseia por um oásis, quem se encontra doente almeja a saúde, e quem habita no meio das trevas, anseia desesperadamente por um pouco de luz.

Habitando nesse território tão inferior e absolutamente separado da vida, o homem passou a idealizar um lugar maravilhoso para se viver, um mundo encantado, um paraíso de fato, mas aqui no seu universo material, onde veria operar sempre a sua natureza imediatista, e Deus, seria um ser afeito aos seus pequenos anseios, dado aos seus caminhos e chegado aos hábitos que alegra a sua natureza carnal.

Assim o homem (Não o Servo de Deus) idealizou um deus ao seu modo, um deus que acumulasse às funções sagradas a vontade “soberana” da criatura, sendo complacente com seus erros e que jamais lhe reclamasse a conduta.

A presença desse tipo de “Criador”, garantiria o ambiente ideal isento dos problemas que tanto enfrenta, das lutas que não o deixa, dos sofrimentos que nunca acabam nem dores, nem tristezas e nem as lagrimas que tanto verte na escravidão em que vive nos domínios de Satanás.

É obvio que o convicto Servo do Senhor não compartilha essa imaginação, pois, afinal crê e espera num Deus verdadeiro, no entanto, ainda não se deu conta e nem se livrou de todos os conceitos mitológicos, concebidos desde o princípio nas fronteiras de Satanás.

Nessa miragem inútil e mentirosa, surgiu então no subconsciente do ser humano o tão famoso “Jardim do Éden”. Um território terrestre, que supera todas as suas melhores expectativas de vida farta, em fim, um paraíso adequado aos seus interesses materiais.

Que lugar maravilhoso esse “Jardim do Éden”...seria de fato um sonho morar nesse lugar, que a mitologia, definiu como a morada de Adão, antes que ele permitisse o estabelecimento do reino maldito.

Esse “Jardim do Éden” tão venerado pelos homens, terrestre e essencialmente material, mas com características celestiais, não existe e jamais existiu.

Não da forma como vê o ser humano, que imagina um ambiente físico e material, que existiu só lá no começo da civilização humana.

Existe sim, um lugar maravilhoso e encantador e é na verdade muito melhor do que o tão falado e tão sonhado “Jardim do Éden” e muito melhor ainda: esse lugar esteve e está desde o princípio a disposição de cada ser humano que veio e vem ao mundo.

Esse lugar de onde Adão foi expulso após pecar é a Presença do Criador.

Logo não se trata de um território físico, mas de um ambiente espiritual. Adão foi expulso da Presença de Deus e não de um espaço terrestre, como sempre acreditamos.

Que me respondam aqueles que tanto proclamam a existência do “fictício Jardim do Éden”. Existe lugar melhor do que a presença de Deus? Poderia ser o “fictício Jardim do Éden” melhor do que a presença do Senhor? É obvio que não.

Logo, não existe e nunca existiu separado em nosso planeta, esse tão falado “Jardim do Éden”.

Tenho outros estudos aqui no blog mostrando que o JARDIM DO ÉDEN de Adão é o próprio planeta terra como um todo, do qual ele nunca foi expulso, e comum a todos os seres humanos.

Em meu livro “Mitos, Enigmas e Mistérios no Jardim do Éden e mentiras de Satanás no coração da Igreja”, eu apresento essas definições de forma muito detalhadas, com inúmeras outras revelações impressionantes envolvendo o mesmo tema além de outras da mesma forma importantes.