segunda-feira, 28 de julho de 2014

PROVÉRBIOS E CONCEITOS BÍBLICOS - CAPÍTULOS I E II








CAPÍTULO I



1 - "Quem vive copiando, não tem apreço pelo original";



2 - "Infeliz o homem que prioriza no seu dia-a-dia, o jogo do "politicamente correto", caminhando ao sabor das brancas e belas ondas, certamente dará alguns passos bonitos, mas o seu chão não passa de um pântano de areias movediças".



3 - "O homem precisa ter personalidade examinar os fatos e tirar conclusões precisas , sem se deixar influenciar e muito menos viver copiando e mesmo que "quebre a cara" na frente, por conta de uma decisão tomada, terá o prazer de ter agido em sintonia com a sua própria consciência e acrescentado um momento importantíssimo no seu particular arsenal de vida".



4 - "E são duras as consequências para o filho que não honra ao pai e a mãe".



5 - "Em grande parte das igrejas, as ovelhas andam raquíticas e subnutridas, " ingerindo uma alimentação equivocada e até nociva", que em nada contribui para o seu crescimento espiritual". 

6- "E fora das igrejas, as pessoas continuam iludidas no seu mundo de pecados caminhando a passos largos em direção a perdição, sem que apareça alguém que lhes faça mudar a direção, aliás, os marginais, os maus feitores, as prostitutas, etc.. não vão às Igrejas"....

7 -"A pregação do evangelho precisa sair da "calmaria", de dentro das igrejas e ir ao "mar alto" como ensinou o Senhor, e levar o alimento que vivifica, a tantos que permanecem mortos em seu submundo de delitos e absoluta ausência de DEUS".

8 - "EIS O ÚNICO LUGAR PERFEITO, PARA SE VIVER - A PRESENÇA DE DEUS".

9 - "O FIM DE TODO EGOÍSTA É BEM PREVISÍVEL : No seu estilo egocêntrico de viver, certamente por algum tempo, até prosperará ao sabor das misericórdias do Senhor , que depois de anos e anos insistindo, ensinando e avisando .de uma ou de outra forma , um dia encontrará um limite,( II Cor 13.5, Hb 12.17, ii TM 3. 1-5, Mat.25.41-46) e aí o declínio será inevitável , começando por perder tudo que conquistou no universo material, o que de mais valorizou, depois a saúde e por fim a própria vida , e até salvação se não se arrepender".

10 - "A ESSÊNCIA DO EVANGELHO É: Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo".


CAPÍTULO  II


11 - "Sabia é a Mulher que procura aplicar em sua casa, a essência dos ensinos sagrados, educando os filhos conforme orienta a santa palavra, se afastando da hipocrisia e ilusão dos ensinos de homens, e vivendo em harmonia e submissão ao esposo, até porque, a Esposa é uma figura da Igreja e o Esposo uma figura de Cristo. Ora, a Igreja não pode pretender "passar a frente" de Cristo, assim a esposa também precisa ser submissa ao esposo".

12 - " .CREIAM NO ESCRITO SAGRADO SEM PERMITIR QUALQUER SOMBRA DE DÚVIDAS, POIS A DÚVIDA IMPEDE A AÇÃO DO ESPIRITO SANTO".

13 - "É PRECISO CRER RIGOROSAMENTE NO ESCRITO SAGRADO E OBEDECER. QUEM ASSIM NÃO PROCEDE NÃO PODE RECLAMAR DOS INFORTÚNIOS NA VIDA".

14 - "A dimensão do apreço ao materialismo é inversamente proporcional a dimensão do apreço ao espiritualismo e quanto mais materialista o ser humano fica , mais distante de DEUS ele permanece e seu verdadeiro valor enquanto assim permanecer, no sentido humanitário, não vai superar a mediocridade".

15 - ""A palavra de DEUS nos ensina que devemos sempre destinar ao nosso próximo um maior valor do que a nós mesmos , mas o excessivo valor as efemeridades materiais destrói até os vínculos mais fortes".

16 - "O Senhor chamou de louco a um cidadão que abraçou somente aos seus bens materiais, e a mulher louca que da mesma forma procede, em detrimento dos verdadeiros valores, além de acabar destruindo a sua casa, desorganiza a sua descendência e sepulta a harmonia no ambiente familiar".

17 - "Toda pessoa que somente pensa em si mesma, jamais conhecerá a verdadeira felicidade".

18 - "A matança dos inocentes , até a idade de 2 anos, ordenada por Herodes, visando matar entre todos o menino JESUS, É UMA DAS PROVAS CABAIS DE QUE nenhum ser humano nasce pecador e nessa condição permanece até, no minimo a idade de 2 anos, porque a vinda de Cristo não veio causar a perdição eterna de ninguém, antes VEIO TRAZER VIDA -LUCAS 9.56, daí porque, CONSTITUI UM CRIME A PRÁTICA DO BATISMO DE CRIANÇAS, pois delega ao inimigo de DEUS uma autoridade que ele não tem, sobre a inocente". Toda criança, desde a concepção até a idade da consciência não comete pecado e por conta disso está salva.

19-"O homem sensato e temente a DEUS, deve exercer bem o seu papel como esposo e Figura de Deus em seu lar sendo intransigente com o fiel cumprimento do ESCRITO SAGRADO, sob pena de estar incorrendo em grave desobediência, e pecado de omissão, abrindo as portas para infortúnios, em seus termos".

20- " A mulher que bate peito e afirma, num ato de desrespeito ao comando do esposo: : ""SOU EU QUEM MANDA NESTA CASA"", se insurge frontalmente contra o ESCRITO SAGRADO, VIRA AS COSTAS PARA DEUS e se faz serva de Satanás"





quinta-feira, 24 de julho de 2014

IMAGINE - MUDANDO A LETRA



Fazendo algumas adaptações na letra da canção, que evidencia algumas pretensões inadequadas do autor, demonstrando sua condição de "ATEU", apreço pelo universo material, e um espírito conturbado:





                                   IMAGINE




UM MUNDO ONDE AS PESSOAS VIVAM SEMPRE EM PAZ,
ONDE AS GUERRAS FOSSEM COISAS DE FICÇÃO,
ONDE A FOME NÃO EXISTISSE, E AS DOENÇAS TAMBÉM NÃO,
ONDE O AMOR OPERASSE DE FATO, E AS CRIANÇAS NÃO CHORASSEM,

ONDE OS VELHOS FOSSEM DE FATO RESPEITADOS POR TANTOS SERVIÇOS PRESTADOS,
ONDE AS PESSOAS PRIMASSEM PELA DECÊNCIA, PELO ZELO MÚTUO E PELA ORDEM
ONDE O FAMOSO "JEITINHO" QUE SOMENTE BENEFICIA A ALGUNS , NÃO EXISTISSE,
ONDE A PRÁTICA DA HONESTIDADE, FOSSE UM DEVER INTRANSIGENTE,

ONDE O SIMPLES ATO DE DAR UMA CARONA , FOSSE UM PRAZER,
E PRESTAR UM SERVIÇO A ALGUÉM, FOSSE UMA PAIXÃO,
ONDE LEVAR O SOCORRO A UM FERIDO, FOSSE QUASE UMA DISPUTA,
E O SORRISO NOS LÁBIOS DE ALGUÉM QUE CHORA, FOSSE UM TROFÉU,

ONDE ABRAÇAR AO SOLITÁRIO FOSSE UMA HONRA,
E CAMINHAR COM ELE ATÉ DEPOIS DA CURVA, FOSSE O VALOR GARIMPADO,
ONDE O QUE EXCEDE NO BOLSO, NÃO FOSSE ESCONDIDO A SETE CHAVES,
E ATÉ O QUE FALTA NO CORAÇÃO AFLITO, FOSSE DIVIDIDO.

ONDE A DOR, FOSSE SUFOCADA PELO BÁLSAMO DA FRATERNIDADE,
E O PAVOR DA SOLIDÃO NEM MESMO VISSE A LUZ DA CIDADE,
E O SER QUE AGONIZA NO CAMINHO PERDIDO,
FOSSE BUSCADO PELO EXÉRCITO DO AMOR NOS CORAÇÕES UNIDOS




ONDE OS ABRIGOS DAS PONTES E DAS MARQUISES 

NÃO FOSSE O ENDEREÇO DE NINGUÉM
E O QUE CAMINHA TRANQUILO, NO COMPASSO DA VIDA,
NÃO SE ASSUSTASSE, NEM MESMO COM O APITO DO TREM,



ONDE A HIERARQUIA SOCIAL,

FOSSE RISCADA DA VIDA,
E A CONFRATERNIZAÇÃO DE NATAL,
FOSSE COM TODOS DIARIAMENTE VIVIDA



ONDE O AMOR AO PRÓXIMO

FOSSE A NORMA ESCOLHIDA
E A PRESENÇA DE DEUS
UMA BUSCA INCESSANTE, NA VIDA



ESSE MUNDO, PREZADO AMIGO, DE UM CORAÇÃO SONHADOR,

EMBORA, NO IMAGINÁRIO, POR MAIS DISTANTE QUE FOR,
SERIA POSSÍVEL SIM, ADMITIR E ATÉ SUPOR,
DESDE QUE, JESUS CRISTO FOSSE NELE, DE FATO, O ADORADO IMPERADOR.



JOHN LENNON DISSE:


ALÉM DAS OFENSAS NA LETRA DA CANÇÃO IMAGINE
QUE OS BEATLES SERIAM MAIS POPULARES DO QUE CRISTO.
QUE DEUS É APENAS UM CONCEITO;
QUE NÃO ACREDITAVA EM CRISTO;
QUE NÃO ACREDITAVA NA BÍBLIA, ETC.

JOHN LENNON FOI ASSASSINADO EM 08.12.1980
.















sexta-feira, 30 de agosto de 2013

MORTO POR QUATRO DIAS - ÚLTIMA PARTE



...CONTINUAÇÃO...


2.3.2.2.2 -  Segundo dia de morte espiritual:


O segundo dia da morte espiritual corresponde ao dia em que o pecador começa a colher os frutos de seus projetos malignos, na verdade, é o dia em que ele alcança a maior distância da presença de Deus e se acha mais longe do seu Criador. 
Assim como no primeiro dia, também no segundo o pecador não suporta nem ouvir a palavra Deus e se desvia, evita ou rejeita qualquer direção que o torne à presença do Senhor.
A cegueira espiritual o envolve de forma poderosa,  julga-se dono de si, todos em volta estão errados, ele é o único certo e segue seus projetos de cerviz endurecida como se fosse o maior de todos e o dono do mundo.
Como exemplo podemos nos valer também do Filho Pródigo quando gastava seus recursos com as prostitutas (Lucas 15. 13 e 30) ou ainda podemos nos valer do rico insensato de Lucas 12.19, dizendo: “Alma tens em depósitos muitos bens, para muitos anos; descansa, come, bebe e regala-te”.
Note que esse segundo dia não nos fala necessariamente de riquezas materiais, mas de um estado em que se encontra o espírito do homem que se julga rico espiritual e que não precisa de Deus.
Esse ser humano pode ser um milionário ou alguém que nem mesmo tenha onde morar e viva jogado pelo meio das ruas.
Posso citar ainda como exemplo um fato ocorrido comigo nesses dias, enquanto eu redigia exatamente o tema em destaque. Ao realizar um trabalho de evangelização, encontrei-me com um cidadão que não teve cerimônia em revelar-me seus desencontros. Dizia aquele homem que estava sofrendo muito, que seu estado era de desespero, contudo não aceitava que eu lhe falasse de Jesus em hipótese alguma. Afirmava ele que sabia perfeitamente que Cristo é o único caminho, mas não queria saber dessa direção, que preferia o mundo, a prostituição, as noitadas, etc.
Eis aí mais um caso típico de morte espiritual no segundo dia, pois em tal situação o Senhor não pode se manifestar ao pecador, porque existe de sua parte uma forte decisão de rejeitar a Deus. No seu interior, ele rejeita sistematicamente a presença de Deus. A esses o evangelho nem mesmo pode ser pregado, como nos ensina o Senhor Jesus na passagem em que João Batista envia dois discípulos a indagar os passos do Mestre e recebe a seguinte resposta: “.vai e diz a João: os cegos vêem, e os coxos andam; os leprosos são purificados, e os surdos ouvem; os mortos são ressuscitados, e aos pobres é anunciado o evangelho, (Mateus 11.5). Ensino semelhante se acha em Isaías 61.1-3 e 66.2)
O Senhor diz que o evangelho é anunciado aos pobres, mansos, humildes, contritos e não aos ricos. Esses “afortunados” não nos falam absolutamente de riquezas materiais. Na verdade, o ensino exclui aqueles que se julgam ricos espirituais, pois esses sustentam agressivamente e até ameaçam batendo no peito: “Eu não preciso de Deus”, por isso o Senhor não pode se manifestar. Referidas pessoas ridicularizam o evangelho e zombam do Criador daí por que nem mesmo podem ser alcançadas pela pregação das boas novas. Esses “ricos espirituais” vivem a plenitude do segundo dia da morte espiritual.
A esses o Senhor não pode se manifestar porque eles se fecham para Deus. São alvos de bênçãos diariamente e muitas vezes chegam a pronunciar um “graças a Deus”, mas nada querem com o Criador, chegam quem sabe, até mesmo a visitar uma igreja, a convite do cônjuge, de um parente ou de um amigo, porém a mensagem nunca lhes diz absolutamente nada e permanecem distantes como se Deus nem mesmo existisse. 
Esperam desesperadamente que a chuva que a todos é enviada venha irrigar as suas hortas e o Sol que consolida o milagre da vida em todo planeta venha sustentar os seus plantios ou os seus projetos do dia-a-dia, no entanto rejeitam sistematicamente o Criador do Sol e da Chuva. O sentimento egoísta domina o comportamento de tais pessoas, querem tudo para si e nada para o Deus. Daí porque o Senhor permite que sigam seus tortuosos caminhos e não interfere, embora não deixe de socorrê-los, mesmo que não sejam capazes de um agradecimento sincero.
Nesses dois primeiros dias de morte espiritual, o Senhor permite que o pecador ponha em prática o seu plano pecaminoso, avance nessa direção e não interfere para que o tal chegue por si mesmo à conclusão da inutilidade de seu projeto e de sua incapacidade para concretizar positivamente algum feito nobre. Muitos entendem essa verdade e começam logo a tomar o caminho de volta, ingressando no terceiro dia de morte espiritual, mas a grande maioria, jamais se rende e passa a vida inteira, de costas viradas para o Criador.
Isso explica o ensino registrado em João 11.6, quando Jesus aguardou ainda dois dias no lugar onde estava para depois sair ao socorro de Lázaro, pois enquanto não passarem esses dois dias de morte espiritual, ou seja: “enquanto o pecador não cair em si” ou “enquanto não entender que por si mesmo nada pode” o Senhor não pode socorrê-lo e nem a ele se manifestar. É no decorrer desse dia que importantes ensinos sagrados são ministrados, como por exemplo:

“Aquele que, sendo muitas vezes repreendido, endurece a cerviz, será quebrantado de repente sem que haja cura”.
  Provérbios 29.1

“Disse então: Farei isto: derribarei os meus celeiros e edificarei outros maiores, e ali recolherei todos os meus cereais e os meus bens;”
“e direi à minha alma: Alma, tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe, regala-te”.
“Mas Deus lhe disse: Insensato, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?” 
Lucas 12.18-20;

“Porquanto dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um coitado, e miserável, e pobre, e cego, e nu;”
“aconselho-te que de mim compres ouro refinado no fogo, para que te enriqueças; e vestes brancas, para que te vistas, e não seja manifesta a vergonha da tua [nu]dez; e colírio, a fim de ungires os teus olhos, para que vejas”. Apocalipse 3.17,18

Fato importante deve ser observado: a morte física de qualquer pessoa que partiu deste mundo sem aceitar a Jesus Cristo como único e suficiente Salvador acontece sempre no segundo dia de morte espiritual, pois os tais jamais aceitaram a manifestação do Senhor em suas vidas, a qual ocorre sempre no terceiro dia de morte espiritual, como veremos a seguir. 


2.3.2.2.3 -  Terceiro dia de morte espiritual:


O terceiro dia de morte espiritual é marcado pelo fracasso dos projetos pessoais do pecador. Nesse dia, a frustração e a desventura obrigam o homem a dar meia volta e começar a palmilhar o caminho de volta. A infeliz direção desse caminho teve início no primeiro dia de morte espiritual, contudo agora o aventureiro percebe que subiu alto demais e os instrumentos que possui não o podem sustentar. Então começa a descer, não porque buscasse isso de coração, mas porque a sua incapacidade e incompetência passam a se manifestar.
Os problemas começam a surgirem com freqüência.  As vitórias são escassas e as derrotas estão sempre presentes.  Os amigos se afastam, os recursos acabam, as doenças aparecem.
O homem já não tem tanta certeza ou segurança sobre sua fortaleza e começa perder a confiança no seu Eu, contudo, insiste mesmo caindo aqui e levantando ali, o que só faz acentuar a fragilidade, inconsistência e vulnerabilidade que compõem a sua estrutura. Seus limites vão ficando cada vez mais evidentes fazendo com que ele comece a compreender seu real estado diante de Deus.  
Novamente podemos nos valer do exemplo do Filho Pródigo: após perder todos os seus recursos e se achar alimentando os porcos e se valendo do mesmo alimento para sobreviver, (Lucas 15.14-16).
É nesse dia que o Senhor começa a se manifestar na vida do pecador. O amor e a sabedoria divina detectam o momento mais oportuno e muitas vezes, enquanto o homem caminha disperso, inconformado com infortúnios ocorridos em sua vida, sem que ele menos espere, ao passar em frente uma igreja, ouve uma mensagem: Jesus é a única esperança, ou mesmo no desespero da luta inglória, alguém chega e lhe oferece um folheto ou uma palavra consoladora, apontando que o caminho certo é Jesus,
Apesar disso, o pecador insiste com velhas estratégias ou novas táticas, buscando quase no desespero se auto definir e mostrar que é capaz sim, travando uma forte batalha contra si mesmo.
O orgulho ferido nem sempre permite a rendição instantânea e todos os esforços empreendidos somente vão minando suas forças e impulsionando-o violentamente ladeira abaixo, até que ele se ache absolutamente esgotado, humilhado, destruído moralmente, sem recursos de qualquer natureza, muitas vezes endividado ou acometido por moléstias de toda sorte. Por mais que busque ao seu redor, já não encontra nada no mundo material em que possa confiar e o fundo do poço se aproxima rapidamente.
A alma quebrantada e sofrida do pecador castigado por sua própria insensatez já não oferece mais resistência à presença de Deus e, aos poucos, o Senhor vai mostrando que somente Jesus Cristo é o caminho a verdade e a vida, e nesse momento outro ensinamento é oferecido:

“Tenho, porém, contra ti que deixaste o teu primeiro amor”.
“Lembra-te, pois, donde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras; e se não, brevemente virei a ti, e removerei do seu lugar o teu candeeiro, se não te arrependeres”.Apocalipse 2.4-5
        
Lembra-te de onde caíste, ou seja: lembra-te do teu primeiro dia de morte espiritual ou de quando pecaste pela primeira vez, ou de quando ingressaste no caminho da morte, deixando o caminho da vida, quando ainda eras apenas uma criança.
De fato, o terceiro dia de morte espiritual tem essa marca importante: o pecador precisa deixar de ser o tal, abandonar a bandeira do orgulho, do “Eu sou”, do “Eu posso”, do “Eu faço”, abdicar de toda maldade, dos maus pensamentos, dos propósitos malignos, de toda sorte de impurezas, e regressar aos dias da indefesa criança, que não guarda rancor, nem se aventura em projetos pessoais, que depende do Criador para tudo, até para o mais simples alimento e aqui o Senhor nos proporciona outro ensino sagrado:

“e disse: Em verdade vos digo que se não vos converterdes e não vos fizerdes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus”. Mateus 18.3

 Quando esse entendimento começa a entrar na cabeça do homem,  sobretudo quando ele passa a compreender o estado de contaminação e impurezas que adquiriu nos dois dias de aventura em que esteve longe do Senhor, então está prestes a ingressar no quarto dia de morte espiritual.  
O que marca o terceiro dia de morte espiritual é o fato de que o pecador começa a considerar a existência de Deus e a entender que nada no mundo material lhe pode socorrer, permitindo a manifestação crescente do Senhor em sua vida. Muitas vezes o ser humano alcança esse entendimento e toma uma decisão séria de se voltar para Jesus antes mesmo de enfrentar o doloroso caminho da derrota e do fracasso que marca o regresso de muitos.

2.3.2.2.4  - Quarto dia de morte espiritual.

O quarto dia de morte espiritual do pecador ocorre exatamente quando ele entende que nada no mundo material lhe pode socorrer e que a solução presente é e será sempre a ação infalível do Senhor Jesus.
Na maioria das vezes, esse entendimento acontece na vida do pecador quando ele já se encontra no “fundo do poço”, após perder tudo de valor que julgava possuir e ver esgotados todos os seus esforços no sentido de se firmar perante a família, a sociedade e, sobretudo, perante si mesmo.
A essa altura, o pecador já alcançou o ponto que um dia deixou, para seguir o caminho da morte espiritual e voltou a ser como uma singela criança que se entrega totalmente nas mãos do Criador.
Quando essa compreensão acontece e o pecador toma a decisão de se entregar a Jesus, a luz maravilhosa do Senhor brota no seu entendimento de forma espetacular, exatamente como aconteceu com o Filho Pródigo conforme registrado em Lucas 15.17-19.

  Note que o número “4”, representa biblicamente tudo aquilo que é completo na terra.

De fato, o pecador somente se volta para Deus quando se esgotam ou se completam todos os seus esforços no sentido de se auto-afirmar. Nada existe no mundo material que o possa socorrer, em nada mais pode confiar e aí então ele entende que Jesus é a única solução, o único caminho, a única verdade e a vida, e nesse momento toma a importante decisão de receber o Senhor, abre as portas do seu coração para o Filho de Deus e aí acontece o milagre da ressurreição.
Desde então esse homem nunca mais será o mesmo, transformou-se numa nova criatura, terá nojo do pecado e não suportará mais os hábitos da sua velha natureza, buscará intensamente a presença de Deus e não saberá mais viver de outra forma.    


Assim concluímos este estudo, no qual procuramos demonstrar os preciosos ensinamentos de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, revelando-nos toda a sua obra missionária na vida dos três irmãos ( MARTA, MARIA E LÁZARO)..



MORTO POR QUATRO DIAS - 5ª PARTE




... CONTINUAÇÃO...

2.3.2  Morto por quatro dias:


                   O tema em destaque nos leva a pensar em outros aspectos importantes inseridos na mensagem, que demonstram a situação espiritual de cada pessoa que aceitou ou há de aceitar a Cristo como único e suficiente Salvador:



2.3.2.1 - A enfermidade e morte de Lázaro;

2.3.2.2 - A duração da morte de Lázaro;



2.3.2.1 - A enfermidade e morte de Lázaro;


                   Certamente o Senhor conheceu Lázaro por ocasião da primeira visita à casa de Marta e Maria, registrada em Lucas 10.38-42, texto acima citado.
                   Algo a ser observado nesse ensino é que Lázaro esteve são na primeira parte de sua vida e de repente foi acometido por uma enfermidade. O texto sagrado de João 11.1 nos leva a entender dessa maneira.

“Mandaram, pois, as irmãs dizer a Jesus: Senhor, eis que está enfermo aquele que tu amas”.  João 11.3

                   Na verdade, o pecado é o mal que leva todo ser humano à morte espiritual e é nessa dimensão que precisamos focalizar todo o nosso raciocínio, 


        UMA VEZ QUE LÁZARO NOS FALA DE TODO SER HUMANO QUE ADOECEU E MORREU ESPIRITUALMENTE, ENFERMADO PELO PECADO.


                   Seguindo esse raciocínio, algo me chama a atenção de imediato; 

       A enfermidade apareceu na vida de Lázaro quando ele já existia há algum tempo, ELE JÁ VIVIA.



logo,

        Houve um período de plena saúde em sua vida, antes daquela enfermidade.

Esse período de plena saúde na vida de Lázaro está presente na vida espiritual de todos os seres humanos, porque ninguém nasce pecador, como já exaustivamente temos explicado,  em outros estudos aqui no blog.

Ora, como o período inicial da vida de Lázaro foi marcado pela saúde física, isso equivale dizer que também existe saúde espiritual no início da vida de todos os seres humanos.

Lembre-se, Deus cria situações no mundo material e delas se utiliza para representar a mesma ocorrência na dimensão espiritual.
                 
Note que o próprio Senhor nos oferece também nessa mensagem em mais de uma oportunidade a confirmação de nossas convicções de que ninguém nasce pecador.

A enfermidade do pecado acomete a todos os seres humanos num dado momento de suas vidas, após o ingresso na fase da consciência. A idade exata de quando isso acontece ninguém jamais poderá saber a não ser o próprio Senhor e a pessoa envolvida, em face da questão de cunho absolutamente pessoal que define o assunto.

Essa enfermidade é provocada por um “vírus” (o “vírus” do pecado) que está alojado em nossa carne. Esse vírus, nós o recebemos por herança de nossos pais e ancestrais, tendo partido de Adão.

O referido mal fica encubado e não pode se manifestar na fase da inocência porque todos recebemos nesse período uma proteção toda especial concedida por nosso Criador que disponibiliza Seus anjos para nos guardar (Mateus 18.10-14).

Chegada à fase da consciência, quando passamos a ter noção do que é certo e do que é errado, esse “vírus”, recebe estímulos de seu mentor e criador (Satanás), manifesta-se enfermando o seu portador,  ganha força e provoca um conflito em nosso interior quando se estabelece um impasse: “convém ou não convém praticar o mal?”, aborreço ou não a vontade de Deus?.. 

Esse conflito interno é a própria enfermidade que precede a morte espiritual.

Infelizmente, todos acabam se desviando, contrariando a Deus e morrendo espiritualmente, exatamente como aconteceu com Lázaro no relato similar da vida material.
        


2.3.2.2 -  A duração da morte de Lázaro;



Neste tópico iremos examinar o importante ensinamento contido na mensagem que nos fala sobre os quatro dias da morte de Lázaro.
É curioso observar que o nosso Salvador faz questão de somente chegar à casa do morto para realizar o marcante ato milagroso da ressurreição após ter decorrido quatro dias de sua morte,  permanecendo no local onde se encontrava mais dois dias após receber a notícia sobre a enfermidade do amigo (João 11.6).
Esses quatro dias representam na verdade a morte espiritual de todos os seres humanos sendo que somente alcançarão o terceiro e quarto dias as pessoas que um dia aceitaram a Cristo como Salvador, ou ainda tomarão tal decisão.
As pessoas que não aceitarem a Cristo como Salvador morreram espiritualmente logo após o ingresso na fase da consciência e encontrarão a morte física também sempre no primeiro ou segundo dia de sua morte espiritual e daí seguirão para o juízo e morte eterna.
Assim cumpre-nos identificar cada um desses quatro dias:



2.3.2.2.1 - Primeiro dia de morte espiritual:



Identificamos o primeiro dia de morte espiritual como sendo o dia em que o pecador toma a decisão de ingressar no caminho do mal e de contrariar a vontade de Deus, separando-se do Criador.
Como exemplo, podemos nos valer da lamentável e inconseqüente decisão do Filho Pródigo em exigir do Pai sua parte na herança e ir cuidar da própria vida (Lucas 15.12).
O primeiro dia corresponde ao dia em que o pecador põe em prática um plano pecaminoso e começa a executá-lo, tomando a direção que o conduz para longe da presença de Deus, seguindo rumo a um ponto cada vez mais distante do Criador, rejeitando de forma decidida qualquer conselho ou orientação que busque demovê-lo de tal decisão.
Esse plano pecaminoso tem como referencial intransigente o EU do cidadão que exibe uma convicção material tão forte que nada pode fazê-lo voltar atrás, rejeitando de forma sistemática tudo que o possa conduzir de volta à presença de Deus. Assim ele segue nessa direção perversa, acompanhado bem de perto pelo espírito enganador que leva o pobre ser humano a defender com unhas e dentes o “Eu sou”, o “Eu posso”, o “Eu tenho”, o “Eu quero, etc.,
Em geral, esse dia coincide com o ingresso do ser humano na fase da consciência, quando ele deixa de ser criança e passa a ter entendimento do bem e do mal. 

No momento em que escolhe a prática do pecado, acontece a separação de Deus. ou a morte espiritual. 




... CONTINUA...

MORTO POR QUATRO DIAS - 4ª PARTE



...... CONTINUAÇÃO....


2.3  -  Morrer espiritualmente e ressuscitar – “Ainda que estejas morto viverás” (João 11.25): Aquele que está morto espiritualmente mas creu na Palavra do Senhor:  Situação vivida por Lázaro.


                  Em Lázaro, o Senhor nos apresenta a situação vivida por praticamente todas as pessoas que aceitaram e hão de aceitar o sacrifício de Jesus na Cruz do Calvário.
                   Lázaro nos fala do morto espiritual que, após se conscientizar do seu estado de incapacidade absoluta e ouvir a Palavra de Deus, entrega-se totalmente, reconhecendo ainda a impossibilidade de viver na presença do Senhor caso não se arrependa de seus pecados e após adotar tal decisão, ressuscita espiritualmente para a vida com Cristo.
                   É curioso observar que as Escrituras nada relatam sobre a vida pregressa de Lázaro, aliás, não se conhece qualquer palavra que porventura ele tenha pronunciado.
                   Ponho-me a pensar no silêncio daquele homem e concluo que tal conduta nos fala muito mais do que muitas palavras.
                   De fato, se Deus conhece cada fio de cabelo de nossas cabeças, também conhece o estado de cada pecador e as necessidades de todos antes mesmo que façamos qualquer pedido ou ponderação em nosso favor.
                   É oportuno lembrar o ensinamento de nosso Senhor no evangelho de Mateus, condenando aqueles que falam demais. Diz-nos o Mestre que as palavras do homem devem ser “sim, sim e não, não, pois o que disso passar é de procedência maligna”.
                   Pensando bem, o pecador não tem mesmo o direito de falar qualquer coisa. Deus nos proporcionou riquezas imensuráveis e jogamos tudo fora um dia, assim como fez o filho pródigo, um tipo de Lázaro que, aliás, após as aventuras dos “bons” dias e finalmente achar-se no “fundo do poço”, dirigiu-se ao Senhor apenas para reconhecer seu estado pecaminoso.
                   O silêncio é de fato o melhor comportamento que o pecador deve adotar se pretender a liberdade espiritual.  Estar calado na presença de Deus e apenas obedecer, eis a conduta ideal. Foi exatamente esse o comportamento de Lázaro, que, ao ouvir a diretriz do Senhor: “Lázaro vem para fora...”(João 11.43), obedeceu e saiu livre da morte.
                   Marta, a irmã de Lázaro, que, como o irmão também era uma pessoa morta espiritualmente, falava de mais e suas palavras sempre resistiam ao Senhor e guardavam o cunho de competir com o Mestre, conduta essa que explica o fato de não ter sido ela alcançada pela ressurreição espiritual.
                   Lazaro permaneceu em silêncio o tempo todo como quem entendesse a sua situação pecaminosa em cuja boca somente caberiam mesmo as palavras do publicano que nem mesmo ousava levantar os olhos ao céu, mas batia no peito dizendo: “Senhor, tem misericórdia de mim pecador”(Lucas 18.13) e por isso foi coroado com a ressurreição de entre os mortos.

                   Além das particularidades acima destacadas, outros ensinamentos importantes estão presentes no assunto examinado:


2.3.1   -    O Amor de Deus alcança a todos os seres humanos indistintamente:


                   De fato, Deus não escolhe pessoas para endereçar seu infinito amor. Os versículos abaixo nos revelam que o Senhor amava os três irmãos de Betânia, sem considerar o estado espiritual de cada um:

“Mandaram, pois, as irmãs dizer a Jesus: Senhor, eis que está enfermo aquele que tu amas”.
“ Ora, Jesus amava a Marta, e a sua irmã, e a Lázaro”.
“E, tendo assim falado, acrescentou: Lázaro, o nosso amigo, dorme, mas vou despertá-lo do sono”. João 11. 3,5,11


                   Outro entendimento importante nos assegura o texto em destaque e a mensagem como um todo:

a)          MARIA: era filha de Deus – Escolheu a boa parte (Lucas 10.42) Jamais saiu da presença do Pai. Não chegou a morrer espiritualmente.  Jesus amava Maria.

b)         MARTA: era inimiga de Deus – Escolheu a pior parte (Lucas 10.42), deixou a presença do Pai, morreu espiritualmente, separou-se definitivamente de Deus e não creu (João 11.23-27, 39-40), logo não aceitou a reconciliação através de Jesus Cristo, permanecendo morta. Jesus amava Marta.


c)          LÁZARO: era amigo de Deus (João 11.11) – Deixou a presença do Pai, morreu espiritualmente, mas aceitou a reconciliação (João 11.44) através de Jesus cristo e se transformou em filho por adoção( Ef. 1.5). Jesus amava Lázaro.

Note que JESUS CRISTO amava os três irmãos da mesma forma, sem se importar com a situação espiritual de cada um, EXATAMENTE COMO AMA A TODO SER HUMANO INDISTINTAMENTE.   
                 
A Palavra de Deus nos ensina que Cristo em todo tempo ama o amigo e na angústia nasce o irmão, (Provérbios  17.17).


O quarto dia da morte espiritual coincide com o ponto máximo de angústia que pode acometer um ser humano. É nesse momento que o homem entende que Deus é tudo e que nada tem mais importância e é nesse momento que nasce um irmão como ensina o versículo acima ou que acontece o milagre da salvação ou a ressurreição espiritual de uma pessoa, foi nesse momento que aconteceu a ressurreição de Lázaro. 


...CONTINUA...